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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Semana 3 e 4(Financial Markets) - Corporate Stocks and Real Estate


 Resumi as 3 semanas em um post, pois tratam de temas já amplamente discutidos aqui na blogosfera. A maioria são conceitos básicos, por isso irei apenas sintetiza-los aqui.

Corporate Stocks

Corpoation: significa Pessoa Artificial.
Historicamente as primeiras vendas de partes de corporações ocorreram na Roma Antiga, em um pequeno mercado de ações chamado de Publicani.

Nos E.U.A o patrimônio é chamado de Equity, o próprio nome tem uma conotação de igualdade. E ele é medido em cotas(shares). Cada Share equivale a um voto. Isso é extremamente democrático, pois todos aqueles que possuem shares, participam da eleição do Board of Directors(Conselho), que são as pessoas que realmente dão as diretrizes de uma empresa.
Os CEOs devem dar satisfação para eles e devem fazer votações para tomar as decisões mais importantes.

Obviamente, uma pessoa pode ter mais de uma cota. Por isso, como tudo no mundo, indivíduos tendem a ir acumulando e, consequentemente, passam a ter mais peso e influencia nas votações. O problema é quando estes indivíduos passam a votar em nome de seus próprios interesses e não em prol do futuro da organização.

Dividendos: são a distribuição dos lucros da empresa.

O preço de uma ação deve ser o valor presente dos dividendos futuros esperados. Assim, podemos concluir que o valor futuro de uma empresa está inteiramente nas dividendos.
NOTA: É por isso que eu dou valor aos FIIs. O preço deles no atual momento, é de fato, muito atraente.

Existem 2 tipos de ações de empresas.
Common(Ordinárias): São ações comuns, que dão direto a voto. São os verdadeiros donos da empresa, ninguém está acima deles na cadeia hierárquica.
Preferred(Preferenciais): É como um titulo do tesouro. Elas pagam os dividendos sempre e esperados, caso a empresa opte por parar de pagar, quando ela voltar a faze-lo, deve primeiro pagar os dividendos do período para aqueles que tem ações preferenciais. SEMPRE OS DETENTORES DESTE TIPO DE AÇÃO RECEBEM DIVIDENDOS PRIMEIRO.

Real Estate

É uma das mais importantes classes de ativos do mundo. Trata-se de qualquer imovel, no entanto falaremos aqui sobre Real Estate Investment Funds (REITs), no Brasil chamados de Fundos de Investimento Imobiliário(FIIs). Geralmente Real Estate são propriedades privadas (mas podem não ser, na China não são.).

Um dos benefícios de se investir em imóveis em fundos é o modo como eles são taxados. Infelizmente, tem circulado notícias por ai de uma mp que mudará a taxação. Isso é triste, pois em boa parte dos países, estes imóveis negociados em fundos de investimentos possuem esse beneficio, e tal mudança acarretará em uma fuga de capital. É um verdadeiro tiro no pé, Não acredito que o governo ganhe com isso, mas enfim.

Alguns fundos são só pra "Accredited Investors" que são pessoas bem ricas com pelo menos 1 milhão de dólares em receitas anuais. O número de investimentos assim vem diminuindo dramaticamente graças a recente democratização das finanças.  Isso é bom, e resulta em um mundo mais justo e igualitário. NÃO DE BENS, MAS DE OPORTUNIDADES.

As receitas provenientes dos alugueis ou vendas das propriedades são pagas aos cotistas do fundo diretamente. Eles recebem um valor proporcional ao percentual que possuem do fundo.
Existem duas classes envolvidas.
General Partners: São aqueles que administram o negócio. São as administradoras que cuidam dos FIIs.
Limited Partners: São investidores passivos. São os Cotistas.

Não quero me alongar muito, já tratamos sobre esse assunto por aqui antes, mas existe algo novo que percebi recentemente. Um dos riscos que eu não havia previsto são os incentivos artificiais do governo para acelerar e incentivar a indústria de imóveis.  É claro que da pra diversificar, mas isso pode causar um aumento indesejado da oferta e resultar uma queda brusca de resultados no longo prazo. Temos que ficar espertos com isso.



No próximo post vou falar sobre um dos ensinamentos que mais gostei, que é sobre mercados futuros. É uma história bem legal!

Grande Abraçoo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Semana 2(Financial Markets) - Efficient Markets and Behavioral Finance

Continuando sobre apontamentos importantes que vi no curso, estou trazendo pra vocês no post de hoje um pequeno resumo sobre a semana 2 e 3!

Mercados Eficientes vs Finanças Comportamentais.:
boa parte de nós faz previsões boas, inteligentes, sensatas, baseando-se em fatos que deveriam gerar respostas como as que prevemos, no entanto, sabemos que o mercado joga diferentemente. Ele dita as regras, e poucas certezas, provam-se como certezas no final.
E isso traz questões, o mercado é eficiente? Quão eficiente ele é? Ele age como deveria?

O primeiro homem a reconhecer este tema foi Eugene Fama, ele foi basicamente o inventor do termo "efficient markets" que, em sua teoria, significa que o mercado financeiro é perfeito. Foi uma verdadeira revolução para o mundo das finanças, o interessante é que essa ideia surgiu em por volta de 1960, bem recente mesmo.
Aí, em por volta de 1980 surgiram economistas trabalhando a ideia de Finanças Comportamentais, foi como uma resposta a antiga escola, visto que acharam questões que não eram resolvidas pelas teorias dos mercados eficientes.

Mais tarde foram surgindo outras teorias e acrescentando a nossa visão sobre os mercados.


Teoria do Prospecto
É uma teoria bem complexa, mas basicamente, ela diz que tendemos a olhar mais para nossas perdas do que para nossos ganhos. Se você perder 10 reais na rua, lembrará mais do que se tivesse ganhado 20.
Diz também que nosso cérebro não é capaz de entender %, temos fortes dificultadas para lidar com elas e por isso arredondamos para facilitar o entendimento. Por exemplo, se a chance de bater um carro hoje for de 0.17% tendemos a entender como zero, por ser muito baixa. Ou tendemos a pensar que a chance existe, e ficaremos espertos para não bater, como se ela fosse ocorrer no dia. No entanto, não conseguimos compreender sua natureza de 0.17%. Essa ideia é chama de Weighting Function.

Teoria do Arrependimento
Ás vezes deixamos de fazer coisas, pois pensamos no arrependimento que sentiremos futuramente.
Podemos tomar muitas decisões ruins porque nos preocupamos muito com nos arrepender.
Essa é umas que mais vejo e percebo com frequência em mim. Direto me pego dando desculpas pra mim mesmo para não aportar mais dinheiro, ou até mesmo conhecer novas pessoas dar em cima de meninas que me atraem porque fico pensando como seria duro se fosse rejeitado e penso que me arrependeria depois de tomar tal decisão. Esse comportamento me custa muito caro. Tenho que aprender a lidar com ele agora enquanto sou novo, e tenho certeza que perderei muitas oportunidades boas de investimento pela frente.

Excesso de Confiança
As pessoas as vezes apresentam excesso de confiança, e acreditam ser mais capazes do que são, acreditam cozinhar melhor do que cozinham, jogar futebol melhor do que jogam, falar uma lingua melhor do que falam. E este comportamento reflete nos investidores também.

Dissonância Cognitiva
"É muito doloroso pensar que aquilo que acreditamos, está errado. Então as pessoas sofrem para admitir que seus velhos conceitos podem estar errados e constantemente tentam encontrar evidencias para sustentar suas crenças." A citação acima do professor Shiller apresenta perfeitamente a teoria de Leon Festinger. E sabemos que no mercado financeiro, admitir certezas é algo extremamente perigoso.

Contaminação Social
Essa tese trata parte do principio que vivemos em um meio social e, por isso, somos interdependentes de outras pessoas. Junta-se também com o Consciente Coletivo, explorado por Durkheim. "Vivemos em um ponto do tempo na história, em qua há alguns tipos de fatos, ideias e ideais que circulando." Não estamos imunes a isto, o tempo todo tomamos decisões baseadas nas ideias que circulam e nem sempre elas podem ser recionalmente inteligentes. Essa teoria é uma das que mais tem impacto no mercado financeiro.

Guest Speaker: David Swensen

Basicamente tem 3 coisas que VOCÊ pode fazer que afetam seus retornos.
  1. Asset Allocation
  2. Market Timing
  3. Security Selection

Asset Allocation: Definir onde os recursos serão alocados e quais tipos de ativos farão parte do Porfólio.
Market Timing: A blogosfera insiste em ignorar este fator, por ser realmente difícil, mas temos que encarar ele como um fato na construção patrimonial, por isso devemos dar importância ao timing. Se você sempre comprar em baixa, ao final da sua vida, quantos ativos a mais não teria no seu portfólio?
Security Selection: Aqui compões o risco-retorno das suas escolhas, basicamente, se você comprar indexados ao mercado, seu retorno será zero, pois você terá o retorno do mercado. Se você fizer escolhar mais seguras, pode ter um retorno menor, assim vai. Eu gosto da ideia que eles tem nos EUA de que o comparativo é o mercado, é legal enxergar isso, pois no Brasil, na maioria das vezes, vemos sempre a inflação como valor comparativo. Alguns blogueiros comparam ambos, acredito que estes são os mais certos.

No pânico, apenas duas coisas importam, risco e segurança.
Quantidade, intensidade e controle, perdem o valor consideravelmente.
Algumas pessoas dizem que diversificação não te protege da crise, então, porque diversificar?
Uma boa razão é o Japão.
Em 1989 Nikkei encontrava-se em 38.000 pts.
Em 2009 Nikkei encontrava-se em 10.500 pts. Em 20 anos, houve uma perda de 73%. Quem estava fortemente exposto acabou perdendo muito.
Lembrem-se a diversificação tem uma enorme importância no longo prazo.

nota do editor: Pessoal, termino por aqui meu post de hoje, que foi mais focado em um entendimento sobre reações que o mercado tem que são inesperadas e, saindo um pouco do tema, na palestra que assisti. Talvez não seja importante conhecer as teorias e o modo como elas se aplicam no mercado, mas eu acredito que NÓS somos o mercado, e por isso devemos passar a olhar para nossas reações e tentar entende-las, procurando nos desenvolver. Sobre a palestra, lembrem-se de apenas 3 coisas: Asset Allocation, Market Timing e Security Selection.

Grande abraçoo!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Semana 1(Financial Markets) - Basic Principles and Risk Management


Domingo fechei a quarta semana do curso que tenho feito, falei sobre ele aqui. Resolvi fazer esse post para compartilhar pontos que achei importante e percebi que algumas coisas mudaram muito na minha visão do início do curso pra cá. Dividirei esse post em 4 para facilitar a leitura e para que vocês possam digerir mais facilmente!

Semana 1: Princípios Básicos e Análise de Risco

Essa parte do curso foi moleza, porque quem ta acostumado a ler a blogosfera entende muito bem como funcionam os princípios básicos. O professor começa falando sobre Portfólio, leverage(alavancagem) e equity premium. Percebi que o Brasil é muito complicado para se investir logo na primeira aula.

Equity Premium trata-se de um conceito que mede a vantagem de se investir em um ativo de risco maior, frente a títulos do governo, cujo risco é soberano e, portanto, deveria ser mínimo. Logo, investimento em Ações/FIIs deveriam pagar MAIS, por oferecem um risco MAIOR, mas na prática, sabemos que não é isso que acontece. Obviamente existe a questão do preço dos ativos estarem relativamente baixos, mas ainda sim, o risco/retorno atual, acaba pendendo para o lado dos títulos.

Eu sempre tentei racionalizar um portfólio, e instintivamente acabei criando um portfólio baseado em SETORES, mas nunca pensei a fundo, nem pesquisei modelos de diversificação de portfólio. O primeiro modelo de diversificação é bem recente, ele só surgiu em 1952(!) e foi criado por Markowitz, chamado de Teoria Moderna do Portfólio. O portfólio dele tinha como base o RETORNO ESPERADO dos investimentos e o DESVIO PADRÃO do retorno. É bem curioso, pois eu mesmo nunca havia pensado nisso. "Quanto mais tipos de ativos você puder colocar na carteira, menor será o desvio padrão do seu retorno.Para qualquer retorno esperado, então mais seguro você estará, e isso é diversificação." Nesse modelo, a diversificação depende do seu gosto, da sua tolerância ao risco.

Depois disso, alguns alunos do Markowitz fizeram umas criticas ao seu modelo e acabaram criando o Capital Asset And Pricing Model(CAPM), que em suma fala que as pessoas não ligam pra variação e sim pra covariação. Se você tiver milhões de papéis e eles estiverem correlacionados com o mercado, então você não conseguirá se livrar dos riscos. Caso aconteça uma crise, você será fortemente atingido.

Tirei duas lições importantes dessa semana, a primeira é que devo SEMPRE perguntar antes tudo se a empresa está alavancada ou não, isto é, se ela se endividou para alcançar um crescimento. A segunda lição é que devo sim, diversificar meus investimentos, e por mais que eu ache que FIIs são incríveis e eu deva apostar forte neles, devo ponderar corretamente e colocar ao menos uma parte das reservas em instrumentos que oscilem diferentemente da oscilação de mercado dos FIIs.

Grande Abraçoo,

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Financial Markets


Prezados leitores,

No inicio dessa semana comecei a fazer um curso bem interessante. Ele é online e gratuito, mas você pode pagar caso se importe com o certificado(custa U$29.00). Ele é oferecido pela Universidade Yale, provavelmente todos vocês já ouviram falar nela alguma vez na vida, ela possui um forte nome e grande aceitação em diversos ramos, principalmente no mercado financeiro. Infelizmente o curso não possui legenda em português, sendo necessário um certo conhecimento em inglês.
O professor é o Robert Shiller, vencedor do Prêmio Nobel de ciências econômicas em 2013, ele explica realmente muito bem, vale a pena dar uma conferida. A notícia ruim é que o primeiro módulo do curso deve ser entregue até 8, a boa notícia é que da pra fazer tudo em um dia, embora obviamente seja mais difícil absorver tudo de uma vez! No total são 8 módulos, ou seja, 2 meses de duração do curso. Se perderem essa data, acredito que uma nova leva comece no dia 30 de novembro.

Segue o link:
https://www.coursera.org/learn/financial-markets

Espero que gostem e aproveitem essa oportunidade!
Grande Abraço,

domingo, 25 de outubro de 2015

Compra de FII na atual conjuntura econômica



Todos temos acompanhado a deterioração do cenário político econômico brasileiro. É triste ver. É revoltante ler as notícias de cada dia. Aumento de impostos, aumento de dívidas, cortes em investimentos, fechamento de escolas, incontáveis greves surgindo no sul e se espalhando pelo país, disparada do dólar, aumento da inadimplência, risco de rebaixamento do rating. Dói tentar prever os próximos 2 anos. Por outro lado, temos a renda fixa pagando nada mais que o juros mais alto do mundo. E isso faz com que os olhos do investidor ainda brilhem. É tragicômico. Lendo a Infomoney dei de cara com a seguinte notícia:

"Imóveis não serão considerados investimento por bom tempo", diz Sr. Dinheiro

Então fiquei me perguntando: mas e os FIIs, onde entram nessa história toda? Devo comprar mais? Parar de comprar? Vender? O que farei?

Cenário Atual

Pessimismo e Preços Caindo


Eu venho checando diariamente os preços dos ativos de FIIs e, tirando pouquíssimas exceções, vejo apenas queda de preços. Os motivos são diversos e refletem principalmente as dificuldades futuras do mercado imobiliário, mas observando como investidor, a queda do preço de um ativo que não se pretende vender é algo maravilhoso. Eu gosto de encarar como a compra de um apartamento já alugado. Supondo que você se encontre buscando um imóvel para investir. Você pretende comprar um apartamento que já está alugado para um inquilino. Você acha por 300 mil, a taxa de retorno é de 0.5%/mês, logo você pagará R$ 300.000,00 e receberá R$ 1.500,00 eternamente. No entanto, a Dilmanta vacila no poderio, os mercados entram em choque, o vendedor do apartamento passa por dificuldades porque os vizinhos decidiram vender tudo para ir morar nos Estados Unidos. Ele não tem escolha, precisa vender! Tem contas para pagar, filhos e mulher para sustentar. Ele decide reprecificar seu ativo. Agora o apartamento está a venda por R$ 220.000,00 e o contrato com o inquilino se manterá em R$ 1.500,00 uma taxa 0.68%/mês. É claro que é um exemplo simples e trás infinitas outras questões, mas o cerne é que, hoje, existem bons ativos no mercado à preços em queda brusca. Não consigo enxergar cenário melhor para um comprador de FIIs.

Risco de Rebaixamento

Agência de Risco

A mídia fala como se já tivéssemos sido rebaixados. E fomos, por apenas uma das três agências reguladoras. O rebaixamento ocorre assim que duas das três retiram o grau de investimento. Isso vai acontecer. Está até demorando. Quando isso acontece, fundos de pensão em dólar, de todo o mundo, retiram o dinheiro aqui alocado. Não existe conversa, promessa, ou choro que segure, é a regra dos fundos, eles não podem permanecer em ambientes com graus especulativos. A mão invisível do Adam Smith fará com que o dólar dispare, novamente. Falando na mão invisível, sugiro fortemente que leiam este artigo. E você achava que havíamos batido o limiar da desvalorização?

Alta Taxa de Juros


Com a alta da taxa de juros os instrumentos de renda fixa tem pago muito bem. A taxa Selic em 14.25 é um reflexo do risco do país, também serve como medida para segurar a inflação. No site Melhores Fundos, encontrei uma matéria que compara a Taxa Selic com o preço dos FIIs, você pode ler ela clicando aqui. Observem as imagens abaixo.



Conforme podem perceber, a movimentação da Selic influi diretamente na precificação de ativos de FIIs. E por uma boa razão, o risco é menor e os retornos são altos, por isso competem diretamente com o a renda variável. Levando em consideração os ganhos, eu certamente colocaria meu dinheiro no tesouro direto. MAS. Eu acredito que a econômica funciona de forma cíclica, os movimentos se repetem. Uma taxa de juros eternamente alta é impossível de se sustentar. Logo, assim que ela começar a cair os ativos serão reprecificados. Tem outro fato interessante, os próprios FIIs compram LCI/LCA/Tesouro Direto e redistribuem por meio das cotas, ainda que tenha a incidência da taxa de administração o investidor que optar por esse instrumento estará de certo modo aproveitando-se da alta da taxa de juros também. Além disso existem as taxas de giro de patrimônio, impostos que incidem sempre que se compra ou vende um ativo, taxas de corretoras, entre outras. Fujam destas taxas, elas corroem a construção do patrimônio de uma maneira dolorosa no longo prazo, por isso sempre dou preferência à ativos sem vencimento e isentos de IR.

Renegociação de Contratos

Esse é o ponto que mais pega. O cenário tem feito diversos aluguéis serem renegociados à preços bem abaixo do valor inicialmente acordado com o intuito de combater a crescente vacância que alguns dos fundos vem enfrentando. Isso é natural, embora triste, o cenário de imóveis tende a acompanhar o cenário econômico geral. E como dito acima, não estamos em um bom momento. mas no último post, eu falei sobre a diversificação. Ocorre que, estes efeitos podem ser mitigados se assim desejar o investidor, basta que ele opte por uma maior exposição em ativos relacionados a universidades e/ou agências bancárias.

Perspectiva do Burguês

 Casa da família Rothschild

Ao meu ver para o curto prazo, os FIIs são, de longe, uma das piores classes de ativos disponíveis no mercado financeiro, apresentarão rentabilidade negativa. Por outro lado, para o longo prazo, vejo que podem trazer retornos inacreditáveis baseado nos dividendos. Gosto de uma frase dita pelo Barão de Rothschild "Quando há sangue nas ruas, compre propriedades.". Ele foi o homem mais rico e poderoso do século 19, acredito que suas palavras tenham algum valor. Ela comba perfeitamente com a história do Kennedy e o engraxate. Desde junho venho ouvindo de todas as pessoas que eu conheço que eu deveria comprar o maldito Tesouro Direto! TODAS! Até a porra da minha empregada comentou sobre isso e eu jamais falei sobre investimentos com ela. Para quem não conhece a história do Kennedy vou cita-la ao final do post. 

Uma coisa é fato também. Eu acredito que os preços vão cair mais por estarmos próximos a perda do grau de investimento, e por isso talvez eu queira ir juntando para comprar no timing certo. Mas investir na RF ainda não seria ideal nem mesmo nessa situação, porque estes instrumentos tem vencimento e não podem ser resgatados com antecedência.

O risco de médio prazo, é a reprecificação dos ativos em caso de melhora da economia. Não adianta investir tudo em RF achando que daqui a 2 anos terá mais dinheiro e poderá comprar mais cotas, alias, assim que os letras forem vencendo é muito provável que as cotas e ações boas subam a preços absurdos. Isso é especulação minha, pode ser, por outro lado, que os preços dos ativos continuem caindo e os investidores com forte exposição na RF sejam vencedores nessa escolha. Não da pra saber. O ideal é sempre que possível diversificar. Mas vou pelo caminho dos FIIs mesmo por ter um capital limitado e acreditar na estratégia. Vamos ver no que da.

Segue uma das minhas histórias prediletas:

"O engraxate

A lenda conta que, já dono de uma vasta carteira de ações, Kennedy parou para engraxar seus sapatos numa quarta-feira e ficou surpreso ao receber conselhos de investimento de seu engraxate. Como o mercado de ações era ambiente de investidores ricos e pessoas de renome na época, Kennedy julgou que algo estava errado.

Após ouvir conselhos do engraxate, resolveu vender todas as ações que possuía no mesmo dia. Por timing ou ironia do destino, a quinta-feira seguinte ficou marcada na história como a "Black Thursday", a quebra da bolsa de Nova York e um dos marcos iniciais da Grande Depressão. O valor das ações derreteu, mas Kennedy estava fora.

O caso de Joseph Kennedy encobre um período de bolha nos preços dos ativos, de supervalorização dos papéis. Talvez pela tamanha popularidade que o mercado de ações havia atingido, pelas proporções surreais que os preços haviam tomado. Para a história, fica uma das mais famosas lições de investimento: quando até seu engraxate lhe dá conselhos sobre o mercado, talvez seja hora de sair dele. Sem desmerecer a profissão."


 Grande abraçoo,

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Porque FIIs?

FII: Fundos de Investimentos Imobiliários

O investidor atual tem o luxo de escolher dentre uma enorme gama de produtos para compor seu portfólio de uma maneira diversificada, mas acredito que são raros os casos de investidores que entendem fundamentalmente bem os conceitos de diversos produtos e são capazes de acompanhar o mercado compreendendo sua situação e os riscos que estão em constante mudança trazendo ainda lucro acima da média em cada um deles. Até mesmo grandes bancos tem dificuldade para fazer esse trabalho, e esse é o motivo perfeito para que eu, um mero e pequeno investidor, escolhesse apenas uma categoria para investir.

Como já disse anteriormente, meu objetivo consiste em criar um crescimento patrimonial sustentável, e alcançar a IF(independência financeira). Dito isso, podemos ver que os FIIs são uma boa opção pra mim já que eles por lei, são obrigado a repartir 95% dos resultados auferidos em forma de dividendos para o cotista. Outro fator que pesa na minha escolha é que eu me identifico bastante com o mercado imobiliário, muito provavelmente por ele ser mais palpável pela área de humanas do que pela área de exatas. Além disso como trabalho em um banco, tenho acesso a relatório enviados aos investidores de alta renda e, como todo bom investidor, costumo devorar eles assim que são disponibilizados.

As ações poderiam ser um bom caminho também, mas já foram muito exploradas aqui na blogosfera, o grande Warren Buffet Blog D'Uo, sempre aparece com análises gráficas incríveis, ou  o VD que possui uma estratégia parecida com a minha mas focada em uma carteira de ações multinacional, enfim observando no meu blogroll perceberá que temos bastante conteúdo voltado para ações como indicações de livros, links do youtube, fortes discussões e uma enorme variedade de carteiras, por isso acredito que nessa área dificilmente eu teria algo para acrescentar ao leitor-investidor.

Uma coisa legal, que talvez até possa ser uma paranoia minha. É que eu sou muito chato na hora de escolher os imóveis da minha carteira, passo semanas lendo as informações disponíveis sobre eles, inclusive costumo ir conhecer os prédios que tenho em carteira, e as vezes até entro em contato com o RI, e eu escolho eles como se estivesse escolhendo um apartamento para alugar para mim ou para alguém da minha família e por isso precisam ter algumas especificações:
  • tem que ser bem localizado
  • tem que estar barato
  • tem que impressionar as pessoas que olham
  • tem que dar um bom retorno
  • ter uma boa gestão
  • estar abaixo do valor patrimonial
  • ser alugado para bons inquilinos
Wall Street (1987)
Eu comecei meus estudos assistindo documentários sobre a crise de 2008 e já tirei de cara os fundos de papel. Pra mim o retorno oferecido por eles está absurdamente baixo, aqui tem um post do nosso colega Pensamentos Financeiros onde ele trás a tona este assunto também. Eu sugiro fortemente que pensem algumas vezes antes de comprar FIIs de papel, os riscos são altíssimos e os retornos comuns. Também não vejo com bons olhos FIIs que tem data para expirar, gosto daqueles que sejam uma fonte de renda eterna.

Ainda que muitas categorias de investimentos possuam a possibilidade de diversificação, ela raramente possui uma boa abrangência. Ao meu ver a de ações é a melhor por possuir empresas atuantes em todos os setores , desde energia/água/comida passando por infraestrutura até serviços de softwares ou grandes franquias, por outro lado a renda fixa já possui um número de produtos bem menores, com retornos próximos. Os FIIs estão no meio termo, eles podem ser muito bem diversificados e ter o risco cada vez mais mitigado se observados pela localização, tipo de prédio e o negócio que ele atende. O site Tetzner é bem legal para o investidor que acompanha o mercado, nele da pra ver os setores atendidos por imóveis e isso ajuda a montar uma bela diversificação. Dentre as possibilidades, podemos encontrar:


  • Agências
  • Comerciais
  • Escritórios
  • Fundos de Fundos
  • Hotel
  • Hospital
  • Indústria
  • Logístico
  • Papel
  • Residencial
  • Shopping
  • Universidade 
Nos próximos posts falarei sobre a compra de FIIs no atual cenário conturbado que o Brasil vem enfrentando. Tenho planos para escolher os meus fundos prediletos por categoria e explicar com maior embasamento a escolha por cada um deles. Gostaria também de pedir desculpas pela demora para os posts, minha curso na faculdade está chegando ao fim e está uma correria, mas farei o possível para postar mais vezes.


O resto é com vocês...
Bons ganhos e um grande abraçoo!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A moto do Burguês Inglório


Esse ano tem sido muito diferente de todos os outros para mim. O ano em que entrei no mercado, tanto de trabalho quanto financeiro. Desde o meu primeiro pequeno salário recebido, destinei uma parcela para a compra de ativos. Passei horas aprendendo sobre investimentos, lendo blogs dos mestres, pesquisando, acompanhando notícias, assistindo documentários e filmes incríveis.

A minha melhor compra em 2015 foi uma scooter, a região em que eu moro fica relativamente distante de transportes públicos e os poucos que tem são relativamente caros e demorados, como precisei de um veiculo para executar minhas tarefas diárias acabei escolhendo uma Honda Lead, que me fez economizar milhares de reais.

Eu trabalho e estudo, e o trajeto que percorro entre casa-trabalho-faculdade é de 100km/dia. Isso parece pouco mas ao final do mês isso se torna um valor muito alto, vamos aos números:

Volkswagen UP:

Preço: 32.000,00
Consumo: 11.2 Km/l; 8.9l por dia; 200l por mês = 640,00 reais em gasolina
Seguro: 1.200,00 reais
IPVA: 4%; 1.280,00 reais
DPVAT: 105,00 reais
Estacionamento: 250,00(trabalho) e 150,00(faculdade), não tem como estacionar na rua nesses lugares, consequentemente 400,00 reais mês.

Gasto Anual: eu gastaria nesse primeiro ano R$47.065,00 para pagar o carro, e nos anos seguintes com o carro quitado o valor seria de R$15.065,00. Fora gastos de manutenção.
Isso é muita grana para ser gasta somente com transporte, sempre que eu paro para refletir sobre isso fico paralisado com a quantidade de grana que os brasileiros torram para manter seu automóvel.

Honda Lead:

Preço: 6.300,00
Consumo: 42 Km/l; 2.38 por dia; 52l por mês = 170,00 reais em gasolina
Seguro: 1.050,00 reais
IPVA: 2.5%; 157,50 reais
DPVAT: 292,00 reais
Estacionamento: --

Gasto Anual:  R$9.839,50 no primeiro ano, já nos demais anos com a moto paga o valor cairia para R$ 3.539,00.

Em dois anos a diferença equivale a uma quantia de R$48.750,00; dinheiro que será aportado! Certamente existem outros pontos importantes que devem ser levados em conta, como a segurança e o tempo no trânsito.

O trajeto de carro teria uma duração aproximada de 270 minutos(já cronometrei) e de transporte público seria mais tempo ainda, enquanto de moto o tempo aproximado é de 145 minutos. Isso significa aproximadamente:
2 horas ao dia;
45,8 horas ao mês(2.9 dias);
550 horas ao ano(34 dias!).
Isso é realmente muita diferença! 1 mês de vida salvo por uma decisão bem calculada.

 É engraçado como depois que começamos a investir passamos a ver o mundo de outra forma, cada segundo tem o seu valor, cada decisão pode mudar completamente nosso futuro. Cada vez mais acredito que todas as pessoas deveriam ter uma experiência no mercado financeiro.

O resto é com vocês,
Bons ganhos e um grande abraço!

domingo, 30 de agosto de 2015

Carteira


- I want you to go in that bag, and find my wallet.
- Which one is it?
- It's the one that says Bad Motherfucker.

Este post fica fixado no menu do blog. Sempre que houver compras, vendas, doações, bônus, splits, ou qualquer outra alteração que não seja uma simples oscilação, um novo post será escrito e haverá um link de redirecionamento para aqueles que querem ver os detalhes dos ativos que compõe a Carteira do Burguês. Assim fica mais fácil tanto para o leitor que acompanha o blog com frequência quanto para aquele que raramente lê.

AÇÕES

FJTA3
Total: 200 papéis
Transações:
+ 200 papéis, R$ 1,72 (28/09/2016)


FUNDOS DE INVESTIMENTOS IMOBILIÁRIOS

BRCR11
Total: 35 papéis
Transações:
+ 7 papéis, R$ 105,12 (03/06/2015)
+ 5 papéis, R$ 104,90 (10/06/2015)
+ 5 papéis, R$ 103,99 (15/09/2015)
+16 papéis, R$ 100,70 (01/12/2015)
+ 2 papéis, R$ 102,25 (14/04/2016)

CTXT11
Total: 20 papéis
Transações:
+ 20 papéis, R$ 60,00 (04/03/2016)

FCFL11B
Total: 1 papel
Transações:
+ 1 papel, R$ 1.300,00 (04/08/2015)

FFCI11
Total: 62 papéis
Transações:
+ 62 papéis, R$ 1,23 (15/01/2016)

FLMA11
Total: 263 papéis
Transações:
+ 244 papéis, R$ 1,82 (21/10/2015)
+ 19 papéis, R$ 1,84 (23/12/2015)

HGBS11
Total: 1 papel
Transações:
+ 1 papel, R$ 1.480,00 (11/04/2016)

HGLG11
Total: 3 papéis
Transações:
+ 2 papéis, R$ 1.099,99 (14/05/2015)
+ 1 papel, R$ 874,99 (03/03/2016)

HGRE11
Total: 2 papéis
Transações:
+2 papéis, R$ 1.365,00 (14/05/2015)

KNCR11
Total: 30 papéis
Transações:
+30 papéis, R$ 108,00 (19/07/2016)

KNRI11
Total: 4 papéis
Transações:
+ 2 papéis, R$ 121,29 (04/08/2015)
+ 2 papéis, R$ 106,24 (03/03/2016)

NSLU11B
Total: 3 papéis
Transações:
+ 3 papéis, R$ 182,39 (30/10/2015)

RNGO11
Total: 9 papéis
Transações:
+ 7 papéis, R$ 76,09 (15/09/2015)
+ 2 papéis, R$ 72,50 (21/12/2015)


TESOURO DIRETO

Rico
valor investido: R$ 746,86

Socopa
valor investido: R$ 2.850,40

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Estratégia de Investimento


A estratégia de investimento do Burguês é voltada para o objetivo de atingir a Independência Financeira. Gosto de pensar que existem três fases da independência financeira.

A primeira é a SOBREVIVENCIALISTA, ao atingi-la você sera capaz de parar de trabalhar e viver uma vida extremamente frugal sem ter que se preocupar com gastos habitacionais, impostos, comida, energia, aguá, gás, entre outros fatores necessários. Se for um homem solteiro é possível viver com R$1500,00 reais/mês em cidades menores.

O segundo estágio é o CONFORTÁVEL, onde além dos gastos básicos você pode pagar uma academia, uma cerveja, algumas saidinhas de final de semana, caso se programar pode até conseguir viajar talvez ou, quem sabe comprar o celular ou vídeo game do ano caso seja importante pra você, mas nada muito fora disso.

O terceiro estágio é o PLAYBOY, onde você consegue viver com todo o conforto que quiser e pode sambar na cara da sociedade trabalhadora enquanto se diverte vivendo férias eternas, aqui você tem uma casa legal, um carro legal, pode comer fora sempre, comprar coisas legais no mercado sem ter que ficar olhando preço, roupas sob medida, joias, relógios e outros acessórios legais, fazer viagens internacionais todos os anos e mesmo assim, a cada ano que passa ficar ainda mais rico, atualmente na blogosfera temos apenas um vencedor que atingiu este nível, ele é o Viver de Renda, tem meses em que seu patrimônio chega a aumentar cerca de R$100.000,00 e ele se mantêm gastando menos de R$3.000. É no terceiro estágio que eu busco chegar.

Devemos entender que temos uma vasta gama de opções para montar nossa carteira de investimentos e atingir nossos objetivos, podemos escolher entre: ações, metais preciosos, opções, fundos de investimentos imobiliários, moedas estrangeiras, criptomoedas, bonds, Tesouro Direto, LCI/LCA, entre outros. Por isso é bom salientar que dada a imprevisibilidade do mercado algumas boas opções de compras podem aparecer, saindo um pouco da estratégia.

O coração da estratégia do burguês é o Buy and Hold, que consiste em comprar ativos geradores de valor por um bom preço e com boa administração com a intenção de segurá-los por anos e mais anos, exceto é claro se em algum momento eles deixarem de serem bem administrados - se isso acontecer a venda será iminente. A meta mínima é aportar no mínimo 50% de toda a minha receita.

Na primeira fase, é importante comprar investimentos que gerem fluxo de caixa, por isso optei por Fundos de Investimentos Imobiliários, além disso são isentos de imposto de renda. O objetivo inicial é adquirir entre R$150.000 e R$200.000 em fundos de diversos setores (hospital, universidade, escritórios, logísticos, papel, comerciais, agências, indústrias e shoppings) com a intenção de ter uma renda fixa mensal superior a R$1.500 por mês. Enquanto eu não me aposentar todos os dividendos são reinvestidos. O Tesouro e LCI/LCAs também são bem-vindos, principalmente em épocas de juros altos.

Na segunda fase começa uma diversificação maior. Iniciando a compra de ações que possuam grande potencial de valorização no longo prazo e um pouco de criptomoedas como Bitcoins evitando possíveis cisnes negros (black swans).

No terceiro estágio a estratégia se torna montar uma carteira completa e sólida, que seja estável e à prova de crises, diversificando internacionalmente os ativos financeiros e aceitando retornos relativamente menores em troca de paz e segurança. O terceiro estágio ainda é algo utópico e muito distante da minha situação atual, conforme o progresso for acontecendo elaborarei melhor as prioridades e taxas percentuais de cada categoria de ativo e país a se investir. Visando sempre menores impostos e maiores ganhos de capital.

O resto é com vocês,
Bons ganhos e um grande abraçoo!

domingo, 23 de agosto de 2015

Sobre


E com esse post inicia-se o fantástico conto da saga do Burguês Inglório, narrando a história de um jovem paulistano em busca da construção de seu império patrimonial. O blog nasceu para narrar a minha luta em busca da gloriosa Independência Financeira. Me esforçarei para atualizar semanalmente. Mais do que apenas metas e números, neste blog espero postar diversos assuntos, projetos pessoais, indicações de conteúdo, atualizações sobre a vida, insights gerais.

Tijolo por tijolo.

Nasci nos anos 90, sou formado. Não tenho carro,  moro com a minha mãe e sou solteiro. Tenho os pés no chão e sei qual é a minha situação. Dentro da minha família vejo que, assim como quase todo brasileiro, a educação, principalmente financeira, que eles receberam foi nula. Não tenho do que reclamar. Sou grato pela família boa que me deu uma vida digna. Contudo, está na hora de subir as escadas. Quero apenas focar em construir o maior patrimônio que puder com as minhas próprias mãos para um dia pode andar no mundo como um verdadeiro burguês.

"O tempo é a commodity mais valiosa" Gordon Gekko

O motivo de eu investir está na esperança de que o dia de amanhã será mais ensolarado que hoje. Sempre sonhei em ser, como meus professores escolares gostavam de me chamar, um bon vivant com as minhas particularidades, sem ter que me preocupar com dinheiro, muito menos com o que os outros pensam. Poder viajar o mundo, se vestir com roupas feitas sob medida, comer em restaurantes decentes, ser sócio de um bom clube, ter um apartamento bem localizado e bem decorado, treinar em boas academias com bons profissionais, ter uma biblioteca de respeito e, o mais importante,  poder aproveitar o tempo como bem entender. Em outras palavras, ser um bem educado e anônimo playboy internacional.

O que mais alguém poderia querer?

O resto é com vocês...
Bons ganhos e um grande abraçoo!